terça-feira

Maria da Penha

      Certamente você já ouviu falar desse nome, e que bom que esta mulher conseguiu que um agressor doméstico deixasse de pagar apenas cestas básicas para ser punido de fato. A lei como todas as outras não é perfeita, mas mostra que violência doméstica não deixa de ser menos violenta por ser doméstica.
      Maria da Penha é uma biofarmacêutica cearense nascida em 1945 e que quase perdeu a vida por causa de ciúmes de seu marido. Devido às agressões, uma até mesmo ele forjou um assalto, hoje ela vive em uma cadeira de rodas, mas continua sua luta em ajudar mulheres que sofreram e sofrem agressões domésticas.
      Sancionada, em 2006, pelo então Presidente Lula a lei que leva o nome de uma das melhores representantes da palavra Poderosa vigora no Brasil desde então, mas infelizmente não impede as agressões ainda sofridas no ambiente familiar-doméstico.
       É de suma importância mulheres que conseguem transformar seu sofrimento em algo benéfico para a sociedade, muito além de levantar bandeiras de feminismo, é entender e lutar pelos direitos a dignidade humana, e isso Maria da Penha fez de forma brilhante.
       Mulheres bem-sucedidas tendem a deixar suas vidas domésticas de lado, e quando acordam pode ser tarde demais, então vamos nos desdobrar em mil para que possamos ser Poderosas em tudo. Ciúme é bom para apimentar a relação, mas pimenta demais pode causar sérias irritações. O equilíbrio deve ser sempre a nossa busca seja na vida profissional, ou na pessoal.

Por Diva Flores

segunda-feira

Meu cabelo é da hora!!

      A estação mais radiante do ano já está chegando e com ela muito calor, praias, piscinas, lagos e cachoeiras. O verão não pode ser considerado um inimigo para a nossa saúde e beleza! Como dizem: “Tudo em excesso faz mal”, e é verdade. Basta informações e cuidados necessários para curtir o período mais desejado por muitas.
   Você vai ficar em casa com o relógio marcando 40º graus e deixar de ir à praia só por causa do cabelo? Não acredito!! Somos modernas e sabemos que isso não é problema. O segredo está em nossas mãos. Creme para pentear, sem enxágüe e com filtro solar, eis a solução.
    O importante é que seja aplicado antes de chegar ao local e reaplicá-lo sempre que sair da água e ficar em exposição ao sol. Outra coisa, não deve conter sal como o shampoo e condicionador, que já conhecem.
    Como a água do mar, doce, com cloro, todas fazem mal, conversei na última sexta-feira (4/11) com a cabeleireira Aline Rodrigues, com 12 anos de carreira, que deu dicas valiosíssimas. Além do filtro solar, as hidratações são verdadeiros presentes para nossas madeixas. Como disse, o certo é fazer a cada 15 dias uma diferente.
    “O cabelo se acostuma com os produtos. Por isso, devemos alternar entre hidratação, restauração com queratina e até as que usem frutas na composição como o abacate, para dar mais vida aos fios”, ressaltou.
      Bonés e chapéus também são indispensáveis e cá para nós, existem uns mais lindos do que outros. Eles ajudam a dar um toque a mais no visual, é um estilo próprio, cada uma tem o seu e pronto.
      E você sabe pentear o cabelo molhado? O certo é ter um pente com dentes largos e pentear com calma para desembaraçá-lo sem maltratar. Caso contrário, os “quebrados” aparecerão. E por fim, jamais e jamais mesmo, nunca, em hipótese alguma prender ou dormir com a cabeleira molhada!!!
      Como ainda temos mais de um mês pela frente, antes da nova temporada, aproveitem as dicas e preparem-se para arrasar e continuar com os cabelos lindos e saudáveis!!

Por Alana Saenen

sábado

Feito bola de sabão, me desmancho por você...

     Já parou para pensar o quanto uma bola pode fazer bem a você? Não estou brincando não, é sério! Há alguns dias testei o Alongamento Global e me senti relaxada, aliviada e claro, alongada. Estava cobrindo atividades da Semana de Fisioterapia da universidade, fotografando, quando o professor me perguntou: “Quer fazer”? Ainda pensei: “Mas nem estou com uma roupa apropriada! A sorte era que estava de leg (ufa”)”.
    Então, resolvi aceitar o convite. Foi ótimo porque por alguns minutos, dei uma pausa no trabalho, que tirou toda minha tensão, como se fosse uma “fugidinha”. Sentei, deitei na bola, me estiquei toda e até achei que pudesse cair (risos).
   Depois conversei com Vagner Sá, o professor, que me disse alguns benefícios que os exercícios com bola são capazes de fazer. “Servem para a musculatura do tronco, aumenta os espaços entre as vértebras e a flexibilidade muscular”, afirmou.
   Logo após, me veio em mente: “Tenho que passar isso para as leitoras poderosas”. E é o que estou fazendo aqui. Práticas com a chamada “fitball” (bola), como o pilates, são ótimas para a coluna e dão equilíbrio. Esse conjunto faz um bem danado para a saúde da mulher. Portanto, se quiser experimentar, procure uma academia, spa, escola de postura mais próxima com profissionais capacitados.
   Agora, se você já fez, me diga o que achou! Escolha a cor e tamanho ideal da sua bola e divirta-se!

Por Alana Saenen

sexta-feira

Marcha das "Vadias"

    Tudo começou como reação ao policial Michael Sanguinetti que durante uma palestra sobre segurança realizada em abril deste ano, em Toronto, sugeriu: "Se a mulher não quer ser estuprada, melhor vestir algo mais comportado".   A partir daí, mulheres deste e de vários outros países começaram a marchar pelo direito de serem donas de seus próprios corpos em eventos que receberam o nome de Slutwalk.
    Aqui no Brasil o movimento ganhou tradução nas ruas de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília o míni manifesto gringo: "Acredite ou não, minha minissaia não tem nada a ver com você" e muitas outras palavras de ordem ganharam uma versão brasileira: "Decote não é crime, estupro é", "Meu corpo, minhas regras", "Seja lá o que estou vestindo, sim é sim e não é não" e "Na nossa sociedade machista, todas nós somos vadias".
   Mas este não foi um fato isolado. Podemos lembrar da aluna Geisy Arruda, estudante de turismo, que em 2009 foi à faculdade com um vestido rosa curto e justo, considerado extravagante e ousado demais para os outros estudantes para frequentar uma sala de aula, e acabou gerando uma rebelião nos corredores da universidade e assim a garota acabou sendo hostilizada, sendo alvo de xingamentos de inúmeros palavrões. Devido a grande confusão gerada, a jovem saiu da faculdade escoltada por policiais que dispersaram a multidão com sprays de pimenta. O assunto que gerou grande repercussão na época. Por fim, a fofa, que não é boba, deu a volta por cima e ainda fez uso do episódio para se promover na TV.
   No fim das contas, dá para resumir em uma palavra, o que todas nós mulheres queremos: "Respeito".
 

Karina Pussenti

Mulherão ou jeito de menina, como uma mulher deve ser?

    A mulher deve ser autêntica e nada mais. Não devemos definir padrões do jeito de ser feminina, afinal todas temos uma infinidade de comportamentos que nos impediriam de chegar a algo unânime.
    O importante é saber quem você é, o que gosta e o que lhe faz realmente feliz. A beleza está nessa mistura de ser as duas coisas, é ter o amadurecimento, as experiências, as atitudes de uma mulher e a leveza e descontração de uma menina.
    E lembre-se:
    - Não siga padrões que não se encaixam com a sua personalidade.
    - Não siga tendências só porque outros lhe dizem que são as melhores.
   - Siga a sua intuição! E se precisar de motivação cante a letra da música Máscara da Pitty “O importante é ser você, mesmo que seja estranho, seja, você, mesmo que seja bizarro”...
    Invista em você, explore seus talentos, exercite sua criatividade, permita-se ser amada, ame também, quebre a rotina de vez em quando, enfim, descubra a menina-mulher que há dentro de você e que está aguardando apenas uma atitude sua para sair e arrasar.
Por Alessandra Gualberto

quinta-feira

Mulheres independentes ou em crise com a independência conquistada?


      O mundo continua em constante evolução e nós mulheres temos contribuído nesse processo. Hoje nós assumimos vários papéis na sociedade, que vão desde ser mãe a assumir um cargo importante numa empresa. São muitos desafios que encontramos pela frente, situações para serem solucionadas, conflitos a serem sanados. Mas será que estamos preparadas para lidar com a realidade que nos cerca?
     Para falar de forma breve sobre o assunto batemos um papo com Viviane Mosé - mãe, esposa, psicóloga e psicanalista, mestre e doutora em Filosofia, autora de livros, poeta, apresentadora do programa Liberdade de Expressão na Rádio CBN, palestrante e consultora.

Poderosa – Há diferença da mulher antiga para a atual?
Viviane Mosé – Sim. Antigamente existia um modo semelhante de ser mulher, era o tipo mãe, fofa, sorridente, uma mulher que obedecia aos padrões impostos pela sociedade que vivia. Um exemplo disso era não poder suar, não demonstrar prazer sexual, não rir alto, dentre outros costumes da época. Hoje é diferente, são vários tipos de mulheres, eu diria que não dá para tentar construir um modelo da mulher contemporânea. Existe a mulher ciumenta que só pensa no marido, outra que não quer marido porque quer cuidar de outras coisas na vida, tem a que quer casar e ter filhos, mas que prioriza a carreira, enfim eu acho que todo modelo de ser mulher é divino, não importa qual seja o tipo.

Como a mulher de hoje chega a essa crise com a independência conquistada?
A mulher entra em crise quando ela se cobra demais e conseqüentemente aos outros, quando ela deixa de assumir aquilo que ela é de fato, e, se torna modelo de capa de revista, modelo de mãe, modelo para mostrar para os outros que é feliz. É hora da mulher se autocriticar seriamente e abandonar a tirania, que é a razão das crises contemporâneas femininas e que geram sofrimentos que podem assustar e afastar as pessoas mais próximas.

Poderia dar uma dica para as mulheres?
A mulher tem que ser independente e ao mesmo tempo dependente, ela não deve querer ser o centro de tudo, é preciso também saber se diminuir. Nós temos o poder da maternidade, o poder de criar os filhos, o poder profissional, mas cuidado, poder demais abafa e mata e tem muitas mulheres nessa situação. Elas têm tanto poder que acabam se oprimindo nelas mesmas. A vida está na relação de amar, ser amado, se relacionar, viver, aprender e errar.


Por  Alessandra Gualberto

terça-feira

Uma pausa com Miles Davis





 


   Sabe quando você está super a fim de sair, e não tem um centavo no bolso? Principalmente final de mês, um oh! Bom, aqui no Rio de Janeiro, existem várias opções gratuitas de entretenimento, a mais conhecida é a praia, mas cadê paciência pra suportar areia, às vezes, sem falar no biquíni que não está mais de acordo com a estação, e também sem paciência para acompanhar a moda dos biquínis... Faça-me o favor! Mas, na praia todas olham.. 

   Enfim, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) tem sempre várias exposições gratuitas, e é um espaço cultural muito dinâmico e acessível. Em setembro deste ano (2011) aconteceu uma exposição do Miles Davis, um fascinante trompetista, e compositor de jazz, quem não conhece vale a pena conhecer o universo da música instrumental através desse ícone norte-americano que se popularizou entre as décadas de 60 e 70. 
  A história de Miles com as mulheres é bem interessante, ele tinha envolvimento com prostitutas as quais lhe davam dinheiro em momentos de dificuldade em sua carreira. Todas essas peculiaridades estavam na exposição através de vídeos com entrevistas, e também existia a possibilidade de relaxar ouvindo Miles em salas com puffs que davam um clima jazzístico muito legal. 
   Ficou com vontade de ir, mas acabou, né? Então, procure as músicas do Miles Davis, pois depois de um dia cheio nada melhor que música instrumental, até porque se tiver letra, pelo menos eu, sempre fico acompanhando, e acabo racionalizando demais. Isso quando não dá raiva mesmo pelas rimas cafonas tipo: - Te dei o sol, te dei o mar...” 
   Mas, fica aqui a dica de um local cultural com exposições gratuitas, e teatro baratinho, não percam as próximas! O CCBB fica na Rua primeiro de março, 66, Centro do Rio de Janeiro. Aberto de terça a domingo das 9 h às 21 h.


Por Diva Flores

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